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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

O Livre Arbítrio

Enviado em 10 de julho de 2019 | Publicado por Rádio Boa Nova

Por: Rafaela Paes

Livre-arbítrio, expressão tão utilizada nos dias atuais, mas será que plenamente compreendida? Mais uma vez, socorremo-nos ao Livro dos Espíritos para entender tal instituto tão presente na vida de cada um de nós.

Questão 843 – O homem tem o livre-arbítrio dos seus atos?

Resposta – Visto que ele tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem livre-arbítrio o homem seria uma máquina.

A primeira questão deste estudo deixa claro que o livre-arbítrio é faculdade inerente ao ser humano, ou seja, ele possui a liberdade de agir e, consequentemente, possui a liberdade de agir de acordo com o seu pensamento, e isso inclui o bem e o mal, o certo e o errado.

Questão 844 – O homem goza do livre-arbítrio desde o seu nascimento?

Resposta – Há liberdade de agir desde que haja liberdade de fazer. Nos primeiros tempos da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. A criança, tendo pensamentos relacionados com as necessidades de sua idade, aplica seu livre-arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

Neste ponto, a Espiritualidade explica que o livre-arbítrio passa a existir efetivamente em nós quando adquirimos a liberdade de fazer. Isso significa dizer que quando bebês, a liberdade que nos é concedida é quase nula, diante do fato de que não há liberdade para se fazer por questões quase que totalmente biológicas. Conforme se cresce, o livre-arbítrio se desenvolve de acordo com as possibilidades de cada fase da vida.

Questão 845 – As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer, não são um obstáculo ao exercício do livre arbítrio?

Resposta – As predisposições instintivas são as do Espírito antes de sua encarnação. Conforme for ele mais ou menos avançado, elas podem solicitá-lo para atos repreensíveis, e ele será secundado nisso pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições, mas não há arrebatamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.

Interessante ponto, em que se verifica que o instinto é parte de nós enquanto Espíritos, e são resquícios de situações vividas em vidas passadas. Entretanto, é sabido que querer é poder, ou seja, se nosso desejo como seres humanos dotados de inteligência é não sucumbir a esses instintos, há como resistir.

Questão 846 – O organismo não exerce influência sobre os atos da vida? Se ele exerce influência, não o faz com prejuízo do livre-arbítrio?

Resposta – O Espírito, certamente, é influenciado pela matéria que o pode entravar em suas manifestações. Eis por que, nos mundos onde os corpos são menos materiais, que sobre a Terra, as faculdades se desdobram com mais liberdade, mas o instrumento não dá a faculdade. De resto, é preciso distinguir aqui as faculdades morais das faculdades intelectuais; se um homem tem o instinto de homicida, é seguramente seu Espírito que o possui e que lho transmite, mas não seus órgãos. Aquele que anula seu pensamento para não se ocupar com a matéria, torna-se semelhante ao bruto, e pior ainda, ele nem sonha mais em se precaver contra o mal, e é nisto que é culpado, visto que age assim por sua vontade.

De forma simples, explica-se que a matéria influencia sim o Espírito, mas pode-se resistir à essas inclinações como seres dotados de inteligência. Entretanto, isso não se confunde com a moral, que aí sim acaba ditando as atitudes que se tomará no decorrer da vida.

Questão 847 – A deformação das faculdades tira ao homem o livre-arbítrio?

Resposta – Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer, não é mais senhor do seu pensamento e, desde logo, não tem mais liberdade. Essa deformação, frequentemente, é uma punição para o Espírito que, em uma existência anterior, pode ter sido vão e orgulhoso e ter feito mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um idiota, como o déspota no corpo de um escravo, e o mau rico no de um mendigo; o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência, e aí está a ação da matéria.

Sem entrar no mérito que leva pessoas a encarnarem portando deficiências, aqui no caso, mentais, tem-se a explicação que quando o Espírito se encontra com a inteligência perturbada, este passa a não ser dono de si e, por isso, não possui o livre-arbítrio.

Questão 848 – A aberração das faculdades intelectuais por embriaguez escusa os atos repreensíveis?

Resposta – Não, porque o bêbado está voluntariamente privado de sua razão para satisfazer paixões brutais: em lugar de uma falta, ele comete duas.

Importante: casos de embriaguez não levam a pessoa a ser perdoada por atos impensáveis. A embriaguez é ato voluntário.

Questão 849 –Qual é, no homem em estado selvagem, a faculdade dominante: o instinto ou o livre-arbítrio?

Resposta – O instinto, o que não o impede de agir com uma inteira liberdade para certas coisas. Mas, como a criança, aplica essa liberdade às suas necessidades, e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, tu que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que ele pelo que fazes.

Quanto menos evoluídos espiritualmente, mais guiados pelos instintos somos, o que se depura com o passar do tempo e o desenvolvimento do Espírito. Entretanto, mesmo em estado primitivo, o mal que se comete ainda é atribuído, ou seja, há a responsabilização.

Questão 850 – A posição social, algumas vezes, não é um obstáculo à inteira liberdade dos atos?

Resposta – O mundo tem, sem dúvida, suas exigências. Deus é justo e leva tudo em conta, mas vos deixa a responsabilidade do pouco esforço que fazeis para superar os obstáculos.

Finalmente, verifica-se que a posição social pode influenciar no livre-arbítrio, mas deve sempre haver um esforço para se inclinar ao bem e aos bons atos.

Por isso, finaliza-se com a lição que resume tal estudo. Temos sim o livre-arbítrio de escolher o caminho pelo qual caminharemos, as atitudes que adotaremos, as palavras que iremos proferir, mas é sempre importante lembramo-nos que não nos cabe escolher as consequências que virão do livre-arbítrio. Portanto, cuidado sempre com a semeadura. Ela é facultativa, mas a colheita jamais o será.

Boas decisões a todos nós!

 

Fonte: Letra Espírita

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