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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

Premissas da Reforma Íntima

Enviado em 1 de abril de 2019 | Publicado por Rádio Boa Nova

Por: André Franchi

Seguindo nossos estudos sobre reforma íntima, adotaremos neste artigo uma abordagem mais psicológica, deixando temporariamente o viés religioso, mas não nos esquecendo que nossa base moral de aprendizado deve ser inspirada pelo Evangelho de Jesus Cristo.

Devemos entender que por estarmos em plena existência terrena, significa que ainda temos provações e expiações para enfrentar, necessidades de aprendizado e melhoria para realizar e, que, portanto, ainda trazemos em nosso ser muitas “tendências” ruins de vidas passadas ou desta mesma.

Um dos passos para melhorarmos é aceitar este nosso estado de imperfeição para termos humildade e sermos realistas, sabendo que mesmo despertando para esta necessidade de evolução, é certo que ainda cometeremos muitos erros e nem sempre faremos as melhores escolhas ou tomaremos as decisões mais acertadas, pois ainda somos regidos por emoções primitivas e instintivas.

É importante que não nos iludamos, pois o processo de “santificação” ainda está longe de nosso alcance, porém está dentro do nosso potencial como criaturas divinas, mesmo que demoremos algumas existências para isto.

Neste esforço por melhorar, deveremos saber valorizar cada conquista que fizermos, sabendo que estas conquistas fazem parte de uma longa caminhada. No entanto, é preciso não nos deixarmos envolver por cobranças excessivas ou perfeccionismo exacerbado.

Cada um de nós tem sua bagagem existencial e sua maturidade espiritual, que nos ditarão o ritmo desta jornada e nossas possibilidades.

Neste processo, trabalharemos com duas premissas importantíssimas para que atinjamos nossos objetivos de alcançar a reforma íntima que são: a auto aceitação e auto perdão.

No processo de auto aceitação, conforme formos conhecendo e descobrindo nossas imperfeições e virtudes, não trabalharemos mais negando nossas tendências ruins, mas sim as aceitando, reconhecendo-as e traçando estratégias para melhorá-las. Isto não quer dizer que daremos “vazão” a estas tendências, mas que não tentaremos nos enganar, achando que não temos determinada imperfeição. A negação é um subterfúgio, que só fará com que esta tendência ruim fique escondida e vá crescendo em nosso íntimo.

Como dito anteriormente, é um processo longo e gradual, onde desenvolveremos exercícios para melhorar estas imperfeições para que as mesmas não sejam mais hábitos inconscientes nossos.

Em relação ao autoperdão, ao reconhecermos nossos erros, enganos e as próprias características ruins que ainda temos, embora seja importante atingirmos o arrependimento, o mesmo não deverá deixar entrarmos num processo de culpa e remorso estagnado que nos atrapalhe de evoluir, ou seja, poderemos ficar tristes e chateados em relação as nossas imperfeições, mas este estado será um impulsionador para que envidemos esforços no sentido de melhorá-las e não um caminho para ficarmos nos martirizando de maneira improdutiva.

Tendo essas premissas básicas, destacaremos uma de nossas imperfeições ressaltadas por Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogo e filósofo do Cristianismo, nos trazida em uma de suas célebres frases: “O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios”.

O orgulho, assim como um véu, nos impede de percebermos as nossas imperfeições e nos entorpece, criando a ilusão de que sempre “os outros” estão errados e nunca nós mesmos, inclusive nos levando a crer que muitas destas nossas imperfeições são virtudes.

Portanto, nos preparemos para transformá-lo!

Que a espiritualidade continue nos orientando neste estudo para que possamos melhorar e caminhar para a conquista da nossa paz interior!

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