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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

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Florboletas

Enviado em 5 de dezembro de 2013 | No programa: Pensamento e Vida | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

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Rodeado de flores e cores, aromas e luzes, vivia feliz um pé de manacá perfumado, num jardim de quintal situado nas entradas de uma vivenda.

Apresentava-se bem vestido, praticamente o ano todo, num lindo cromatismo que ia do azul claro até o violeta. E tudo isso ao mesmo tempo. Ah! E com detalhe: um pequenino círculo amarelo bem clarinho no ponto de junção das pétalas da flor perfumada.

Puxa vida! Que coisa bonita de se ver! O dono da simpática moradia, jamais lhe fizera qualquer elogio, mas no fundo o pé de manacá perfumado sabia que era “o cara” daquele jardim.

Quando caia a noite e a lua acendia sua luz, revelando toda beleza que se manifesta através dessa claridade, o pé de manacá, exigente como era, como se ainda não bastasse, ofertava um toque de perfeição à bela paisagem, incensando o mundo ambiente com aromas que tintavam a atmosfera espiritual da vivenda com as cores de reconfortante serenidade cujo matiz chegava muito perto – ao se observar o mundo circundante que envolvia aquela singular morada – duma aura de alegre melancolia.

E numa manhã – destas que enchem nossos olhos de claridades e azuis, em que nos contentamos tão somente em respirar e existir – uma borboleta multicor veio passear por seus ramos, folhas e flores e ficou tão encantada que lhe beijou as faces.

Dali para frente, muitas delas vieram. E o pé de manacá seduzido por tantos amores, nem percebeu que o tempo passara…

Quando deu por si, já estava habitado por um grande número de lagartas que se alimentando dele, se preparavam para a grande mudança. Com muito pesar e tristeza acompanhou o seguimento do caminho de transformação das lagartas até completar-se na metamorfose final.

Deslumbrado com o espetáculo da natureza que se desdobrou ante seus olhos, comovido, com as vistas embaciadas de lágrimas, decidiu resignado, continuar a ser o instrumento de realização daquele milagre. Hoje, quase não dá mais flores, nem incensa o ar com seus perfumes, apesar disso, não se nota em seu rosto nem uma réstia de tristeza, é que agora suas flores são borboletas, que durante o dia enfeitam os jardins de todas as vivendas da região.

Para Nilce Cmb

 

Antonio Carlos Tarquínio

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