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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

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Enviado em 1 de agosto de 2019 | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

O homem está incessantemente em busca da felicidade que lhe escapa sem cessar, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, malgrado as vicissitudes que formam o cortejo inevitável desta vida, poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa, mas ele a procura nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, quer dizer, nos prazeres materiais, ao invés de procurar nos prazeres da alma, que são um antegozo dos prazeres celestes imperecíveis, em lugar de procurar a paz do coração, única felicidade deste mundo , é ávido de tudo aquilo que pode agitá-lo e perturbá-lo; e, coisa singular, parece criar propositadamente tormentos que não cabe senão a ele evitar 1

O desenvolvimento das qualidades inerentes ao ser humano tem o poder de eliminar a maioria das aflições inconscientemente voluntárias.

Estas derivam em grande parte da desaceitação da vida misturada à intolerância, arrogância, vaidade e a todo tipo de desajuste que em primeira e última instância constituem as querelas pelas quais perdemos a existência no desgaste das melhores energias na inquietação vazia ladra de nossa paz.

Veja. Epicteto, o filósofo estoico, não perde um minuto sequer com repreensão por repreensão. O que defende, e a todo tempo é o exercício, a askésis. O importante no caminho da vida é o uso do que “aparece” (phantasiai).

Uno verbo, trabalhar constantemente na leira de si próprio a fim de não se deixar levar pelo poder de arrastamento “do que parece ou aparece” (tanto faz um ou outro), uma vez que tem a capacidade de nos convencer facilmente de que nossa felicidade seja oriunda do que acontece e não do uso que fazemos daquilo que nos acontece.

A questão do voluntário e do involuntário é de grande importância aqui…

Aquilo que nos acontece, as ocorrências, as eventualidades são da ordem do involuntário.

Já a prohaíresis (livre arbítrio) constitui-se em instrumento que nos dá acesso a tudo o que está “sobre nós” (eph’emin). O tipo de encaminhamento é mais sério do que se imagina.

Por exemplo, quando o Fénelon nos aconselha a buscar a paz do coração ao invés de simples coisas, não está a defender que devemos nos ater ao que está debaixo de nossa aba, que está em nosso campo de pertença, “sobre nós”? Pois, depende de nós ser menos vingativo, intolerante, egoísta, autoritário, arrogante, negativo, pessimista, inconstante, agressivo, etc. E se está “sobre nós” o ser menos também está o ser mais…

O cenário em que podemos trabalhar é o nosso mundo interior, em todas aquelas limitações que possuímos e precisam ser transpostas pela lenta transformação da labuta incessante no amanho de nosso campo interior.

E na medida em que formos saneando nosso íntimo das moléstias da alma – chamemos assim -, iremos aprendendo a extirpar os tormentos, dores e aflições que criamos voluntariamente para nós próprios.

Ser mais ou ser menos depende de nós.

Antonio Carlos Tarquínio

1 Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap.V, liç. Os tormentos voluntários.

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