LGBTQIA+: uma experiência reencarnatória que pede respeito - Rádio Boa Nova

LGBTQIA+: uma experiência reencarnatória que pede respeito

O que seria a nossa passagem terrena senão uma experiência, uma imersão no novo? Em nossas múltiplas reencarnações vivenciamos na maioria das vezes o que ainda não vivemos e que, na realidade, precisamos viver. Mas por que viver tais novas experiências? É preciso caminhar sob a areia fina e o clarão da lua para sentir o que sente o mar quando toca o continente na noite mais iluminada. Traduzindo tal pensamento filosófico: é preciso vivenciar determinada experiência para aprender, sentir, ver e tocar tudo e todos que aquela experiência pode nos proporcionar. 

Essas experiências reencarnatórias podem ser das mais diversas linhas, áreas profissões, classes sociais, sexo biológico, família e até em determinado país de sua necessidade. E claro para vivenciarmos a especificidade e a individualidade contamos com nossos mais queridos benfeitores espirituais que encontram o algoritmo perfeito para que tenhamos o melhor aproveitamento da experiência proposta. Nisso coloca-se o fator vivência terrena e então vamos caminhando vida após vida em busca do melhor de nós mesmos. 

Agora um ponto que gera discussão dentro dos estudos é de que se a não heterossexualidade seria um desvio de finalidade reencarnatória ou uma experiência escolhida como forma de compreender tudo que essa vivência proporciona. Sem pretensão de nenhuma conclusão marcial proponho algumas reflexões trazidas em obras espíritas. 

Não poderíamos deixar de contar com a célebre questão de número 200: Têm sexos os Espíritos? “Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.”

Aqui os espíritos apontam que eles não possuem o sexo masculino ou femino, por que isso está presente na organiazação biológica, morfológica do corpo material terreno. E ainda acrescentam algo fundamental para essa discussão, que o que há neles acerca desse tema são os sentimentos, o amor.

Ainda na sequência desse debate Kardec pergunta se em uma nova existência, ou seja numa encarnação futura, o espírito que animou um corpo de um homem pode animar o de uma mulher e vice-versa. Os espíritos então respondem: “Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”E para concluir essa breve discussão Kardec pergunta:

 

200- Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher? 

“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.” 

Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens. 

 

Nessa questão acima, abaixo da resposta dos espíritos, encontra-se um trecho com comentários de Kardec, talvez o mais elucidativo para toda a questão: Os Espíritos não têm sexo e estão aqui para vivenciar quaisquer experiências a fim de progredir com vivências que proporcionem provas e deveres. O Codificador ainda completa dizendo que se nos encarnarmos apenas como homem, por exemplo, só com essa experiência conheceríamos.   

Ok, Kardec sabe o que faz não é mesmo, caro leitor. E se parássemos por aí teríamos um bom conteúdo de reflexão, mas não paramos por aí, pois vamos agora aos trechos da obra Vida e Sexo de Emmanuel: 

“A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.”  

Confesso que já li esses trechos de Emmanuel várias vezes e ano após ano vejo algo novo, conforme o meu amadurecimento. De primeiro momento achei um pouco confuso e estranho, mas compreendo hoje que a essência das relações espirituais está no amor e as afinidades que construímos e escolhemos alimentar ao longo de nossas muitas encarnações. Emmanuel ainda aponta que como vivemos experiências masculinas e femininas, pode-se observar uma certa bissexualidade nas criaturas. 

Dito que os espíritos não têm sexo, como já apontou a reflexão de Kardec e que a base das relações de amor estão as afinidades espirituais, é possível entender que a expressão dos relacionamentos homoafetivos são junções de almas cujas as afinidades, os laços, possuem essa essência de amor. 

E mesmo que você não concorde com isso, ainda reforço com um outro trecho de Emmanuel o que talvez seja a única conclusão que chegamos nessa discussão. Não lhe cabe julgar, ser preconceituoso ou criminoso nesses casos, lhe cabe respeitar. Respeito! 

“…o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais. A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana…”  

 

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Texto produzido por: Ricardo Guelfi – assistente de mídias sociais, host do Podcast Direito de Ser e escritor.

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