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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

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Medo da Morte

Enviado em 11 de outubro de 2016 | No programa: O Caminho da Autotransformação | Escrito por Miriam Izabel | Publicado por Juliana Chagas

 

O medo em si já se revela como a parte mais escura de todos nós, é o pior lugar interno dos seres humanos pois ele nosEstrada com trilho de trem aprisiona. Fisicamente ele se revela em inúmeros sintomas como tensão, taquicardia, sudorese, respiração curta e tremores, dentre outros. Talvez nada disso seja tão difícil, se pensarmos no fato dele emocionalmente nos oprimir, contrair e paralisar, isso sim, afeta profundamente nossas vidas.

Em nossa jornada nos encontramos com muitos medos pertinentes a inúmeras situações específicas, dos mais famosos poderíamos citar os da rejeição, do fracasso, da dor física, traição, enfim medos, medos, medos.

Para todos existe uma única regra, quanto maior ele for mais fugiremos dele, porém ele sempre correrá atrás de nós.

Já o medo da morte nos leva a pensar nele como um medo mais universal, e aquele que, nos une de alguma forma pois este é comum entre nós. É normal ouvir de alguém que este não teme a morte, porém, é sabido que o desconhecido sempre assusta, e como sabemos, a morte neste planeta se dá de forma geral.

O medo da morte pode se apresentar de várias formas e tem vários aspectos, vamos a eles:

Num primeiro momento pode se manifestar como a lembrança da morte onde seria bem pouco provável, ou seja, num espaço comum do dia a dia, numa atividade normal como atravessar uma rua e a mente começa, então, a processar pensamentos do tipo “e se eu morresse agora? Será que eu posso ter um infarto? ”. Existe uma razão para pensamentos de morte passarem a rondar a mente e a atormentar o sossego, ou pelo menos, a dar uma sensação de estranheza sobre esse novo e rompante movimento mental que fica varando os processos que seriam normais.

Isso ocorre, deliberadamente, quando o ser humano se sente distante da vida. Vale explicar, que claro, ele está vivo, porém, não tem vivido “tudo o que pode”. Não tem dado a vida o que deveria dar, não tem ocupado a função para qual se sente capaz e a qual foi destinado. De alguma forma é como se a atitude do sujeito se distanciasse da vida e desse espaço para que a morte se aproximasse.

Esse aspecto pode ser olhado de forma mais estreita. Que diz que: “aquele que usa a vida em sua totalidade momentânea teme menos a morte, já aquele que tem negligenciado seu tempo de vida temeria mais a morte de fato”. Este, portanto, carregaria o sentimento interno de que há ainda muito o que fazer.

Num segundo momento, poderíamos olhar esse medo como simplesmente uma falta de fé na continuidade da vida após a morte, porém, esse é um fato polêmico! Independente da fé e dos preceitos adotados por um ser humano o sentimento, o medo, pode existir inclusive por razões bem conhecidas e naturais. O que não o torno um ser sem fé! O medo é uma emoção básica e natural ao homem como espécie. Um homem não quer deixar sua família, teme a saudade, teme a solidão, teme a passagem em si, teme a dor que possa anteceder, teme a incerteza, teme deixar seus entes, teme deixar sua jornada na terra. Teme como é de temer à um homem humilde.

Num terceiro momento ainda, podemos pensar no medo da morte de outrem. Esse também é de fato, bastante forte e dolorido. Podemos temer a perda, a morte de alguém amado e esse medo pode nos tornar codependentes, podemos desenvolver um comportamento destinado a ‘salvar’, de ‘forçar’ a vida, como se pudéssemos com ela, causando um grau de ansiedade e desespero bastante grandes. Podemos ter apegos que determinariam um medo ainda maior.

A fragilidade do ser humano é imensa, por muito pouco podemos nos desequilibrar e até desenvolver um medo da morte patológico, encontrado em certas síndromes que aprisionam o indivíduo em um mundo muito restrito e inseguro. É desesperador e muito triste.

Na verdade, a forma mais simples de tentar aplacar o medo da morte é estar o mais pronto para ela, se isso é possível, já que em muitos casos ela não manda aviso com antecedência. De qualquer forma, se pudermos nos manter em contato com a vida o máximo possível, na forma das nossas atitudes e realizações, ou seja, ‘usar’ a vida de forma intensa já que ela se apresenta generosa e aberta aos nossos desígnios isso seria um bom começo.

Ainda, poderíamos deixar atualizados todos os nossos, todos os dias, com aquilo que é a verdade por exemplo: me desculpe, por favor, gratidão, eu te amo, gosto de você, você me faz falta, além é claro de limparmos situações conflituosas. Enfim, tudo o que fosse possível para que nos sentíssemos quites com a vida. Tomar o medo da morte em nossos braços pode ser um grande impulso para irmos para vida, fazendo assim, o que é preciso fazer, falando assim, o que é preciso falar, sentindo assim, o que é preciso sentir.O medo pode representar um convite para que olhemos para nós mesmos, para a vida e para os outros.

O medo pode nos lembrar da ‘entrega’ devida que devemos fazer.

Na esperança, de darmos mais um passo na evolução e na grandeza da nossa alma para o bem comum de volta para casa, a fé, aqui, é sem dúvida, um alicerce que ampara a entrega ao livre fluir do que realmente é a vida, que de fato inclui a morte neste plano.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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