QUER RECEBER NOSSAS NOTÍCIAS EXCLUSIVAS?

“Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a disposição de trabalhar.” André Luiz

Artigos

Na escola diária

Enviado em 14 de outubro de 2018 | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

Em quaisquer lances difíceis do cotidiano adotemos serenidade e tolerância, as duas forças básicas da paciência, porquanto se não
prescindimos da fé raciocinada para não cairmos na cegueira do fanatismo, precisamos da paciência, meditação e autoanálise a fim de que não venhamos a tombar nos desvarios da inquietação 1

A lição tem como um de seus pressupostos o papel terapêutico da razão (lógos) não? Qual significado teria para a psicoterapia atual, tirando a autoanálise, a meditação, a paciência associadas, como caminho no processo de cura do indivíduo?

Todos esses remédios para a alma não estariam demasiadamente ligados à razão? Aliás, as lições de Emmanuel estão sempre propondo como remédio estratégias que passam pelo uso efetivo das forças do espírito mediadas pela consciência e o exercício da vontade baseadas na mudança de pontos de vista, de perspectiva na transformação dos pensamentos à frente de situações que têm o poder de afligir, quando o indivíduo se vê envolvido nelas, desconhecendo os meios de afrontá-las a fim de superá-las.

Parece óbvio a partir dessas lições que nosso maior problema é proveniente da forma como lidamos com os aspectos negativos da existência. Na maioria das vezes, para não dizer em todas, operamos no nível epidérmico dos acontecimentos reagindo  instintivamente, o que significa responder egoisticamente às situações.

Ainda não temos força suficiente para nos distanciarmos das paixões para verificar, através da meditação, da autoanálise por meio de uma reflexão serena, a melhor forma de agir diante do que nos aconteceu ou está acontecendo.

Muito sofrimento no mundo seria evitado se soubéssemos praticar autodisciplina de modo a controlar nossos impulsos incontidos perante as ações impensadas de nossos companheiros de estrada lançadas contra nós.

Na verdade, preferimos passar a vida sentindo raiva ou mágoa, ou até ódio, oferecendo nosso mundo íntimo à intemperança ladra voraz de nossa paz interior. Entre as coisas que nos vêm de encontro no mundo e nós próprios, existe uma margem de manobra altamente significativa, que cumpre aprender a pôr em obra porquanto é justamente aí que reside a sabedoria da vida.

Antonio Carlos Tarquínio

1 Francisco Cândido Xavier. Segue-me: ditado pelo espírito Emmanuel. Lição: Na escola diária, pg.163.

Deixe seu comentário:

WhatsApp