Necessidade de aceitação

A aceitação é aquela em que acolhemos o outro da maneira como ele se apresenta, com seus defeitos, qualidades e excentricidade, sem tentativas de modificá-lo.

As pessoas quando são aceitas de modo incondicional se manifestam de maneira mais autêntica, conseguindo assim, desenvolver seus potenciais. Já aqueles que buscam a aceitação, por exemplo, o assistido Donizete das Casas André Luiz, que está usando roupas mais apertadas e agindo de modo mas agressivo, para assim, de acordo com seu psicólogo Leandro Justiça ser aceito, acabam se desgastando mais. Já que para agradar o outro, eles deixam de fazer algo para si.

Em alguns casos, essas pessoas se tornam infelizes, reprimem sentimentos, pensamentos e comportamentos, o que pode levar a um desajuste emocional e psicológico.

Um dos sentimentos que mais destroem as pessoas é o chamado “autocomiseração”, ou seja, é aquele que em que a pessoa sente dó de si mesma, pena, tornando-se assim amarga, rebelde, frustrada.

A pessoa só se torna melhor, a partir do momento, em que ela passa a entender que a vida não é tão difícil quanto se imagina, mas sim são as atitudes diante da própria existência que complicam as coisas. A partir desta aceitação, a amargura tende a diminuir.

E ainda, quando passamos a admitir e a reconhecer que existem aspectos em nossas vidas que não tem como mudar há uma tendência maior de maturidade tanto em nossas ações como nas nossas reações.

“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura de suas provas pela maneira que encara a vida terrestre” (O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo V)

No livro Um Modo de Entender, de Francisco Santo Neto, pelo espírito Hammed está escrito:

Aceita atos e atitudes e fazes o melhor que puderes.

Aceitar não quer dizer aplaudir e fazer o mesmo, mas compreender que cada um de nós tem e faz o que pode, que cada indivíduo está num determinado grau de evolução. Portanto, aceita o próximo como ele é.

Tu, porém, aceita, mas trabalha em favor do teu adiantamento espiritual e autoconhecimento, a assim serás mais feliz, livre de amargores e sentimentos que te aprisionam a vida interior.

(…) Portanto, aceita-te como és, aceita teu próximo e faze sempre o teu melhor.

Com isso, alcançarás vitória sobre teus conflitos existenciais e encontrarás o devido valor para todas as coisas da vida.

A vida é feita de ajustes e todos nós, por meio de atitudes temos a obrigação de melhorar. A partir do momento, em que aceitamos os erros, as escolhas, o modo de agir dos outros, mais facilmente conseguimos reconhecer que os contratempos, as situações da vida são momentos de aprendizados e de melhoras. 

Aceitação é a prática da humildade (ou seja, o reconhecimento de que ainda temos muito o que aprender e crescer). Cumpre-nos amar ao Criador e aceitar sua criação, tal como se apresenta.

Toda a grandeza do Universo, embora não a compreendamos integralmente ainda, toda a diversificação da Criação, nos diversos reinos da Natureza, estão contidas na aceitação.

Nela incluímos nós mesmos, como somos; nela respeitaremos sempre nosso semelhante, qualquer que seja sua condição evolutiva, sua posição na sociedade, sua crença, sua cor, sua raça, seu sexo, sua idade. (Hammed, Tempo de Transição, Juvanir Borges de Souza)

Fonte: A Luz do Espírito 

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