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“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.” André Luiz

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O Amor Venceu

Enviado em 7 de julho de 2014 | No programa: Alma Querida | Escrito por Dora Martins | Publicado por Rádio Boa Nova

Mãos segurando coração de papel

Recebi com muito carinho o convite para participar deste espaço que exala respeito, informação e muito amor, como tudo que envolve a Rádio Boa Nova. 

Fiquei pensando  na gama de assuntos que iniciaria. Claro, fosse diplomata do espiritismo a exemplo dos colegas da RBN. Não perderia tempo com  preâmbulos.

Compreensível dado a minha atual insignificância diante do aprendizado que me espera como acadêmica do evangelho, com tantas páginas da vida que haverei de resenhar. Diante da deliciosa dúvida frente encantadora lavra de assuntos doutrinários, escolhi o amor como primeiro tema.

O tema que nos remete ao gozo de que nosso Paulo, o poeta do amor, versou no capítulo 13 da Epístola aos Coríntios, o que viria a ser cifrado em notas musicais:

“Ainda, que falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse amor eu nada seria

Assemelha-se a oração, que de tão forte nos invade os sentidos. Não nos polpa de sua grandiosidade frente a nossa fragilidade. Os olhos não se encarregam de ler sem que os sentimentos pulem as palavras que entram, sem bater, dentro do nosso mais profundo interior. Atinge o esconderijo de nosso coração.

Órgão simbolizado por nossos poetas mortais, a quem muitas das vezes, bebem nas águas da inspiração do inconsciente coletivo que o Celeste Paulo certamente emana.  Jung que o diga. Eis um poeta que não usou o papel para viver seus versos, para quem o resultado verdadeiro foi regido pela melodia suprema do amor. O capitulo representa uma fonte inesgotável a desvendar este sentimento na mais inimaginável extensão.

O convertido de Damasco continua seu hino: “ainda que distribuísse todos os bens para o sustento dos pobres (ele disse: todos), e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. Pobre homem rico! O que farias de tua fortuna se soubesse que poderias precisar apenas de seu rendimento para sua próxima estadia neste mesmo orbe? Devo-lhe apresentar a historia da pobre viúva, cujo humilde óbolo que ofertara, fora recebido como tesouro.

Paulo, o vaso escolhido, continua a exaltar: “ainda que ofertasse o meu corpo ao fogo, nada resultaria, se não houvesse amor”. Mais desconcertante ainda nos pegamos, pela  magnitude do trecho : “Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria

Que amor é este, cuja fé, com o poder de remover montanhas lhe é subordinada. Mesmo aquela orientada por outro abençoado seguidor do Rabi de Galileia ao ensinar: “ter fé é assinar uma folha em branco e entregar a Deus”. Para o Apostolo evangélico, esta inabalável e a esperança crística, só seriam validadas pelo amor. Paulo não se aperreia como diriam os irmãos da parte de cima desta Pátria do Evangelho, eis que não se olvida até dos nobres Cientistas.

Descobridores! Esqueçam seus prêmios Nobel se não o fizeram com amor. Seria como guardar os vossos troféus sob os cuidados das traças. Aliás, a despeito de vosso merecimento, cremos que não fizeram sozinhos. Não é Graham Bell? Concorda Thomas Edson?

Tivesse o benfeitor destinado sua extasiante carta em tempos mais atuais, os Espíritas contemporâneos, certamente não escapariam de seus conselhos. Permitindo-nos com excelso respeito parafraseá-lo, ele alertaria: espíritas, ainda que tivessem trabalhado sete dias por semana para os desvalidos da casa; que tivessem aplicado dezenas de passes diários; doutrinado inúmeros espíritos; ainda que tivessem palestrado todos os dias do ano, sem faltar a nenhum, se não tivessem amor, nada aproveitariam”.   

Paulo, de rebelde acreditando na causa, ao convertido discípulo destemido do Mestre de Nazaré, nos remete a esse amor versado em explosão de delicadeza, que chega a dar um nó na garganta quando somos atingidos pela profundeza da mensagem, onde até mesmo as lágrimas se inibem frente ao avatar que nos acomete ao contato desta carta de amor ágape, que de quão autentica, convive há séculos com seus plágios sem sofrer rasura no seu conteúdo. Com amor e por amor, Paulo tudo suportou.

Querido Dr. Adão Nonato, avalista para falar de Paulo, espero que redima a distância desta rasura frente a respeitável obra de seu conhecimento. 

 

Nossa! Desculpe-me! Falha de principiante… acabei não falando do tema, apenas de Paulo: Paulo de Tarso “de amor”.

 

Foto ilustrativa: socialspirit.com.br

 

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