O hoje é um presente

Sombra de pessoa caminhando na estrada, carregando mala, com sol ao fundo

O que você faria se soubesse que hoje é o último dia desta vida? Você já se fez essa pergunta? Muitas vezes, temos a crença de que, só sabendo quando iremos desencarnar é que poderíamos listar o que iríamos fazer. Um exemplo é essa pergunta, essa brincadeira.

Ora, se podemos, por um delírio, saber quando vamos para o plano espiritual e assim ter ciência de quanto tempo a mais teremos nessa vida e nessa oportunidade para assim, fazer tudo o que gostaríamos ou que não teve tempo de realizarmos até então, então por que não o fazemos todos os dias? Por que se perde tanto tempo deixando para amanhã os quereres, as boas ações, a busca pela felicidade, ao invés de fazer o presente valer a pena? Ou ainda, muitas vezes, só damos valor para cada dia vivido quando temos nossa desencarnação como algo além de palpável, muito próxima.

Usaremos como exemplo a fantástica história que o autor Hermann Hesse descreveu em seu livro “O Lobo da Estepe”[1]. Harry Haller, o personagem principal, vive sua vida sem propósito algum até o dia em que acorda e decide que se mataria quando fizesse 50 anos. E então, ele realmente decide viver. O paradoxo está lançado: ele realmente aproveita a vida e começa a vivê-la intensamente, como se cada dia fosse o último quando ele estabelece que quer morrer.

O HOJE é a chance que temos e que ninguém pode nos tirar. É o momento de desfrutar da companhia de quem se ama, de rir, de trabalhar no que se gosta, de se doar a alguém que necessita. O amanhã pode não acontecer, falamos isso no começo da reflexão. Então, não deixemos para o futuro, para o AMANHÃ o que podemos e devemos realizar agora. Caso contrário, ficaremos sempre esperando a oportunidade de ser nosso último dia de vida, como perguntado do começo.

 

[1] Livro alemão lançado em 1927.

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

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