O Perdão das Ofensas na Família 

O Perdão das Ofensas torna-se difícil de ser praticado quando encontra rancores como adversário. Podem ser estas, feridas muitas vezes duras de cicatrizarem. Tendo como base a Doutrina dos Espíritos, essas relações difíceis entre família podem transcender encarnações, nos mais diferentes laços. 

Aqueles que hoje chamamos de pai, mãe ou irmãos podem ter sido antes adversários, mas também podem existir espíritos que compõem boas relações em uma mesma família há mais de uma existência. 

Qual desses espíritos fora, portanto, o transgressor do respeito e amor ao próximo? Em qual vida isso ocorreu? Pouco importa, e por isso esquecemos nossas encarnações pregressas. O que ganha relevância nesta discussão é o Perdão das Ofensas. Mas, quantas vezes deve perdoar?

Disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” — Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (Mateus, 18: 21, 22)

Atire a primeira pedra aquele que nunca errou, disse Jesus. Difícil quando enxergamos no outro pequenas falhas quando mal observamos as nossas imperfeições. É preciso compreender que somos espíritos falhos e que cometemos erros assim como aqueles que tanto julgamos. Quem somos para julgar alguém? Tendes humildade e sabedoria na busca do autoconhecimento, assim conseguirá corrigir algumas de suas falhas.

Antes de proferir palavras e ações contra seus familiares, pense no respeito que deve a cada um deles. Quando alguém lhe tratar com desrespeito, ofender-lhe, lembre-se que o silêncio é uma prece da qual devemos utilizar mais. Guardar mágoas e ódios é primeiramente um desrespeito a si próprio e um entrave em sua evolução espiritual. 

Tenha misericórdia daqueles que lhe fizeram o mal, para o mal que um dia praticou ou venha a praticar  tenha um olhar de misericórdia. O perdão das ofensas deve vir do coração, não apenas de palavras. Perdoar é uma forma de amar, sendo assim, ame mais as pessoas, e a si próprio.

 

 

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior.

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