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O proceder do cristão em face do atual cenário político-social no Brasil

Enviado em 6 de maio de 2016 | No programa: O Despertar da Consciência | Escrito por Sebastião Camargo | Publicado por Juliana Chagas

Em se tratando de administração pública, é indiferente que seja este ou aquele que esteja no poder. Nós, os cidadãos, somos os Notas de cinquenta reais saindo de um bolsoreais governantes do país, porque os que o administram são  nossos representantes. Cabe-nos idealizar um Brasil mais justo, o Brasil coração do mundo, o Brasil pátria do Evangelho, onde os valores morais predominem para gerenciar o contexto, se anelamos por uma administração ilibada.

Quando começarmos a idealizar o Brasil de uma forma diferenciada, uma vez que estamos conectados com as mentes de todos os seres – e André Luiz mostra isso na obra Mecanismos da Mediunidade -, enviaremos dados, parâmetros, para todos os estados conscienciais que estão se posicionando como candidatos, ou já eleitos, em exercício.

Neste particular, cabe esclarecer, conforme André Luiz, na obra citada,  que “todo o alvo de nossa atenção se converte em fator indutivo, compelindo-nos a emitir os valores do pensamento contínuo na direção em que se nos fixe a ideia, direção essa na qual encontramos os princípios combináveis com os nossos, razão por que, automaticamente, estamos ligados em Espírito com todos os encarnados ou desencarnados que pensam como pensamos, tão mais estreitamente quão mais estreita a distância entre nós e eles, isto é, quanto mais intimamente estejamos comungando a atmosfera mental uns dos outros, independentemente de fatores espaciais”.

Enfatiza “a necessidade de autopoliciamento em todos os interesses de nossa vida mental”, uma vez que “uma conversação, essa ou aquela leitura, a contemplação de um quadro, a ideia voltada para certo assunto, um espetáculo artístico, uma visita efetuada ou recebida, um conselho ou opinião representam agentes de indução […], com resultados tanto mais amplos quanto maior se nos faça a fixação mental ao redor deles […].” (1)

Conscientizamo-nos, mediante esse precioso esclarecimento, da importância do pensamento reto, da idealização superior, pois estaremos sempre instigando aqueles que se fazem objeto do conteúdo do nosso pensamento a procederem consoante esse conteúdo. Deduz-se que construímos a realidade em que vivemos, a qual espelhará a qualidade do nosso teor mental, isto é, de nosso caráter. André Luiz nos disse em outra obra que, “nossos pensamentos geram nossos atos e nossos atos geram pensamentos nos outros” (2).

Relativamente à corrupção, cumpre esclarecer que há muitas maneiras de se infringir a Lei. O delito é o mesmo, caso o dinheiro desviado dos cofres públicos tenha sido no valor de um centavo ou de um trilhão. Às vezes criticamos o outro e, não obstante, cometemos pequenas transgressões de igual teor. Não fará diferença tratar-se apenas da quantidade de tempo que roubamos de alguém, do assalto à alegria de outrem ou da esperança que furtamos do semelhante. O delito se equipara em qualquer uma dessas situações. Cumpre-nos idealizar um Brasil justo, que há de acolher todos os povos. Bebendo nessa fonte ideal, esses povos vão ter parâmetros para voltar aos seus lares e viver em paz também, projetando essa paz no mundo.

Faz-se necessário edificar um Brasil que administre bem as suas riquezas, sem displicência, sem desperdício, onde não se destruam a fauna e a flora, como vem ocorrendo, chegando quase ao esgotamento dos recursos naturais em muitas regiões. Os seres que insistem nesse comportamento pernicioso já começam a sentir as consequências do seu procedimento, por meio de enfermidades físicas, enfermidades psíquicas ou enfermidades morais que os conduzem ao depauperamento físico, a situações deploráveis perispiritual e moralmente. Enfim, à autodestruição. As suas companhias, futuramente, serão bastante desagradáveis. Urge construirmos um Brasil em cuja estampa, em forma de coração, a bandeira do Cristo se finque, bem viva, com os dizeres de Humberto de Campos: “Brasil coração do mundo, pátria do Evangelho”; “Deus, Cristo e caridade”.

Nós podemos criar outra realidade, que materialize um mundo mais justo no qual ninguém seja um peso para o seu semelhante ou para a sociedade. Nosso povo precisa adquirir a dignidade de prover o seu sustento por meio do seu trabalho, sem que seja preciso recorrer aos recursos de outrem, sem sobrecarregar os cofres públicos para perpetuar uma situação miserável. A educação deve merecer a atenção imprescindível para que os nossos filhos, os políticos de amanhã, expressem a lucidez necessária para mudar o cenário que hoje nos causa insatisfação.

Nós, os pais de hoje, somos os responsáveis, nós que já estamos no cenário onde os nossos filhos estão atuando como políticos. Portanto, os pais de hoje devem buscar as mudanças indispensáveis para oferecer à Nação outros políticos, no futuro, mediante uma educação consciente. Nós, os educadores, somos os responsáveis por transferir o conhecimento e, principalmente, por transferir valores por meio do nosso comportamento. O exemplo da nossa conduta é assimilado por aqueles que nos observam. Formamos o caráter de nossos alunos os quais observam o nosso proceder.

Eles serão os cidadãos do amanhã, os condutores dos destinos do país e do planeta. Pais ou educadores, numa frequência ou noutra, todos somos. De uma maneira ou de outra, todos são nossos filhos. Faz-se mister nos conscientizarmos disso e idealizar, programar o que desejamos que aconteça. A crítica não leva a nada. Aquele que critica, antes de o fazer, deve  apresentar soluções, porque apontar os erros dos outros, apontar as situações onde setores da realidade brasileira se subvertem, muitos fazem e de nada adianta. Devemos sim, estar cientes do que acontece, mas levantar soluções, pois se temos olhos para ver os desatinos, os desajustes, por que não visualizarmos também as propostas saneadoras?

Cumpre aos que pretendem atuar no campo da política, por um princípio de justiça, que, ao invés de acusar os outros, apresentem o seu plano de governo, apresentem o seu projeto. Proponham caminhos para tirar o Brasil da situação em que se encontra, se avaliam que o país está numa situação difícil. Sabemos que não é só o Brasil. Por sermos o coração do mundo, a pátria do Evangelho, cabe-nos uma responsabilidade maior. É importante que haja união, onde cada um faça a sua parte no meio em que se encontra e, ao mesmo tempo, sinta-se parte integrante da pátria. Visualizemos o Brasil como um órgão, como um sistema do planeta – o corpo do Cristo -, que é um organismo vivo e do qual fazemos parte.

Ele, como governador supremo deste planeta não aceita suborno, a Lei não é de injustiça, e quem não se identificar com Ele, será convidado a retirar-se. Ao invés de perdermos tempo com a crítica impensada, cumpre-nos fazer a nossa parte. Emmanuel nos pede que apenas um por cento do cristianismo que expressamos pelos nossos lábios seja colocado em prática, em nossos atos diários. Assim procedendo, haveremos de libertar não só o Brasil, mas a Terra inteira, plenamente, de todo o mal.

 

Léon Denis/Sebastião Camargo – RBN de Guarulhos/SP – setembro de 2014

[1] Xavier, F. C.; ANDRÉ Luiz (Espírito). Reflexo condicionado. In: Mecanismos da Mediunidade. cap. 12.

[2] Xavier, F. C.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). Pensamento e mediunidade. In: Nos Domínios da Mediunidade. cap. 13.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

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