O que o espiritismo diz sobre a vingança?

A vingança é um sentimento que muitas vezes é movido pelo ódio, que se manifesta no íntimo da pessoa com fortes emoções, por conta, por exemplo, de uma ofensa. Além de ser uma das maneiras de revide, em discussões aceleradas, grosserias, violência, etc.

Allan Kardec, no capítulo XII, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, traz a seguinte definição:

“A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens”, Júlio Oliver.

Um dos maiores exemplos de vingança de hoje em dia, são as chamadas ofensas não perdoadas, por exemplo, marido que não perdoa uma traição, ódios incontidos, etc.

“O homem do mundo, o homem venturoso, que por uma palavra chocante, uma coisa ligeira, joga a vida que lhe veio de Deus, joga a vida do seu semelhante, que só a Deus pertence, esse é cem vezes mais culpado do que o miserável que, impelido pela cupidez, algumas vezes pela necessidade, se introduz numa habitação para roubar e matar os que se lhe opõem aos desígnios. Trata-se quase sempre de uma criatura sem educação, com imperfeitas noções do bem e do mal, ao passo que o duelista pertence, em regra, à classe mais culta.”(O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XII. Item 15. O Duelo — Agostinho.)

A doutrina espírita nos ensina que a vingança só desaparecerá da Terra, quando o homem, usando recursos do Evangelho e da prece se esforçar para perdoar. Já que geralmente, o chamador “vingador” carrega dores, das quais só consegue se libertar quando começa a perdoar.

O perdão liberta o agressor e restaura a alegria de viver, e a vingança nada mais é do que o atraso moral o espírito, já que é a manifestação de um coração rancoroso.

O vingador, além de aumentar os débitos com a justiça divina, deixa escapar a oportunidade de se regenerar por meio do perdão ao agressor, pessoa está que terá que se reconciliar um dia.

Diante desses fatos, pode-se perguntar: Como alcançar o perdão?

Tudo começa dentro de nós menos, por isso, as nossas conquistas vão aumentando mesmo que lentamente, a nossa capacidade de perdoar.

Com isso, é importante fazer uma avaliação a diz respeito as nossas condições, por exemplo, diante de uma situação (mesmo aquela atinja fisicamente) analise os sentimentos que estão na alma e ainda, até que ponto eles dominam e até onde é possível esquecer o ocorrido.

Caso guardemos por muito tempo esses sentimentos desagradáveis, é preciso pensar positivo, além de redobrar os esforços no perdão.

É preciso orar para aqueles que querem o nosso mal, além de sermos sábios e inteligentes. Não vale a pena guardar mágoa ou rancor, ore também pelos seus desafetos.

“A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos amaldiçoam, orai pelos que vos difamam.” (Lc 6:27-28)

Confira o vídeo da TV Mundo Maior: Vingança e a visão espírita.

Fontes: Rede Amigo Espírita | Casa Espírita Nova Era

 

 

Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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