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Passaram as estações. Aids não mudou.

Enviado em 4 de abril de 2016 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Juliana Chagas

Símbolo da Aids

Desde a década de 80 até os dias de hoje a Aids foi realidade de mais de 650 mil brasileiros de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Com o passar dos anos, o descaso e desinformação ocuparam o lugar da escassez de recursos científicos, como intensificadores da incidência da doença.

No programa “Juventude Maior” a comunicadora Mariana Garofalo entrevistou Ivone de Paula, Psicóloga e Coordenadora de Prevenção do CRT-Centro Referência e Treinamento DST/AIDS-SP. Quando o assunto é Aids, podemos nos deixar levar aos pensamentos antiquados ou guiados pelo senso comum, mas, na entrevista, a psicóloga divulga um novo mundo de informações e advertências sobre a doença.

Como o assunto carrega uma enorme carga de causas e consequências de extrema importância para a sociedade (preconceitos, estudos científicos, comportamentos, tratamento, prevenção, mobilização etc.), nesta publicação serão abordados sinteticamente os temas de contextualização e informações da doença, além da visão espirita pouco mais trabalhada.

O que é a AIDS?

(Com maiores detalhes, o site www.aids.gov.br contém informações e orientações sobre a doença, caso tenha interesse por um maior aprofundamento.)

A Aids é a Síndrome da Imunodeficiência causada pelo vírus HIV.

O vírus HIV ataca as células do sistema imunológico, e assim destrói os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+), responsáveis pela defesa do organismo perante doenças.

Sendo assim, vale a pena ressaltar que ser portador do vírus não significa ser aidético.

Transmissão do Vírus

O HIV está presente no sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno. E existem diversos equívocos sobre sua transmissão decorrentes do senso comum e da desinformação.

O site minhavida.com.br disponibiliza, além de outras informações, duas listas sobre as formas de contagio:

Assim pega HIV/Aids:

  • Sexo na vagina sem camisinha
  • Sexo oral sem camisinha
  • Sexo anal sem camisinha
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Assim não pega HIV/Aids:

  • Sexo desde que use corretamente a camisinha
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Sabonete/toalha/lençóis
  • Talheres/copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo Ar”

Tratamento

A doença não tem cura. Mas com o uso regular de antirretrovirais, é possível “conviver” com o vírus.

A combinação de diferentes antirretrovirais é denominada coquetel e deve ser prescrita por um médico, que estudara o caso especifico do paciente.

(Detalhamentos sobre o tratamento estão, também, disponíveis no site www.aids.gov.br)

O PEP (Profilaxia Pós Exposição) é uma forma de prevenção da infecção e consiste no uso regular de medicamentos, que fazem parte do coquetel, durante 27 dias. É importante que procure a orientação do médico até no máximo 72 horas.

(É possível encontrar mais informações sobre a prevenção após exposição no site www3.crt.saude.sp.gov.br)

“Mudaram as estações. Aids não Mudou”

Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana, ao cantar “Por enquanto”, refere-se ao tempo e a vida. Entretanto, podemos fazer uma analogia do trecho com quadro das ocorrências do vírus HIV e suas complicações nos dias de hoje. Na época em que o cantor viveu, o vírus tomou grande repercussão midiática, uma vez que Renato e Cazuza (compositor de “O tempo não para”) ícones da música brasileira, contraíram o HIV e desencarnaram devido as complicações da Aids. Mas nos dias atuais, apesar de ainda vigente, a doença recebe abordagem diferente.

Na década de 80, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), veio à tona. Os conhecimentos cientifico sobre a doença eram escassos, e então contrair o vírus significava ter poucos dias de vida. E além de poucos, os dias seriam dolorosos. As dores físicas e psicológicas originavam-se, respectivamente, das complicações patológicas e pelo preconceito. O impacto da doença na sociedade foi estrondoso e a partir daí estudos sobre a manifestação do vírus e campanhas contra o preconceito ou a favor da prevenção ganharam corpo.

Atualmente, os estudos são, comparativamente, muito mais avançados. E ser diagnosticado como portador do vírus HIV não mais significa ter os dias contados. Com o uso regular do coquetel, apesar dos efeitos colaterais, o afetado pode viver sem desenvolver a doença. Entretanto, mesmo com tamanha evolução cientifica, o tema ainda é visto como um tabu. No programa do JM mencionado anteriormente Ivone de Paula explica sobre esse tabu e exemplifica como ele ocorre na atualidade.

Na visão espirita, assim como qualquer doença, impasse, desafio, conquista etc, contrair o vírus faz parte de uma experiência vital. Sendo assim, são resultantes das atitudes e comportamentos do espirito encarnado. Esses compõem o trajeto do espirito até seu destino evolutivo. E como no Espiritismo não existem condenações, mas sim oportunidades: mais valem as atitudes de reação do indivíduo do que as atitudes que levaram a contrair o vírus.

“A doença se apresenta como um convite, um chamado da alma, manifestando seu momento evolutivo, seus conflitos, seu estado mental, e emocional, bem como suas necessidades espirituais” Andrei Moreira, Médico de família e comunidade e Homeopata, presidente da Associação Médico-Espirita de MG-Brasil.

Ao nos direcionarmos aos portadores do vírus com esse olhar, afastamos grande parte dos preconceitos e tabus. Além de que a compaixão é de extrema importância para todos os envolvidos: médico, familiares, amigos, parceiro e paciente. O amor compartilhado melhorará mutualmente a qualidade de vida e os quadros clínicos do contaminado.

Concluímos então, que o apoio governamental através dos centros de tratamento, postos de saúde e portais informativos somados aos dogmas espiritas aplicados no dia a dia do portador de HIV são capazes de transformar a realidade brasileira.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

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