Por que sentimos ciúmes?

Mãos entrelaçadasO ciúmes geralmente está presente nos relacionamentos, na maioria das vezes entre casais mas podendo existir entre amigos ou até mesmo pais e filhos.

Apesar do ciúmes muitas vezes ser romantizado e muitos afirmarem que “um pouco de ciúmes faz bem pra relação”, esse tipo de sentimento, na realidade, é uma insegurança. Muitas vezes a pessoa com baixa auto estima sente ciúmes por não acreditar que alguém possa amá-la, ou até mesmo pela falta de conhecimento nela mesmo.

William Shakespeare apresenta em sua obra Otelo, uma análise profunda, incômoda e intensa desse sentimento tão perturbador que é o ciúme. Na clássica peça Shakespeariana, o General mouro Otelo é envenenado pela desconfiança, vinda da maldade e maledicência de seu alferes, Iago.

Iago, também por ciúme e inveja, procura uma forma de destruir seu amor e sua amada, Desdêmona.

Apesar de um escritor romântico e dramático ao mesmo tempo, Shakespeare consegue retratar o ciúmes de uma forma pura e objetiva.

Segundo o Espírito Joanna de Ângelis, o ciúmes é encontrado principalmente na insegurança psicológica, na baixa autoestima e no orgulho que não suporta rivalidades.

E no egoísmo, que torna o indivíduo possessivo, sempre utilizando sempre as palavras “meu” ou “minha”.

O indivíduo transfere para o outro a causa dessa insegurança, dizendo-se vítima, quando apenas autor de fantasias, ilusões, criadas em sua mente, que resultam em desequilíbrio.

Divaldo Franco afirma “Quando alguém dispuser-se a amar, creia no amor, entregue-se-lhe. Se aparecer outro, que gere traição, o problema não é seu. Se ele – o outro indivíduo, homem ou mulher – o abandonar, pior para ele e não para você, porque aquele que abandona é que se faz infeliz, não o abandonado. Assim mesmo, continue amando. As pessoas de natureza instável, amadas ou não, assim continuarão, porque são doentes, portadoras de comportamentos mórbidos. Não são dignas de ser amadas, apesar disso, cumpre-nos amá-las. Viver com ciúme, vigiar, estar com os olhos para lá e para cá, torna-se um infortúnio, porque é sempre uma inquietação, aguardando alguns momentos de prazer. O amor legítimo confia. Quando não há essa tranquilidade, não é amor, mas desejo de posse, tormento. É um desvio de comportamento afetivo.”

 

O ciúmes nada mais é do que uma ilusão de uma pessoa é “dona” de outra ou que vigia seus sentimentos. Em um relacionamento saudável deve haver confiança sobre a lealdade do parceiro, para que o relacionamento seja saudável e não se torne um problema.

Lembrando que todos têm inseguranças e medos, alguns mais, outros menos. A terapia para o ciúmes começa no autoconhecimento e assim praticando o autocontrole e a autodisciplina para que o ciúmes seja erradicado de forma gradativa. “Ninguém vigia os sentimentos dos outros. Os sentimentos devem ser honrados com a confiança. Se o outro a deslustra, torna-se-lhe um problema. Daí, o ciúme ser insegurança. Pratique sua autoestima quando for amado por alguém. Todos nós temos conflitos e inseguranças, posto que ainda somos humanos”, explica Divaldo.

Práticas como se relacionar com outras pessoas, praticar atividades que te dão prazer e ações do bem podem ajudar a diminuir esse sentimento e tornam as relações mais saudáveis. Afinal o amor não precisa do tempo chamado ciúmes, e sim da confiança e companheirismo.

Para adquirir mais conhecimento sobre o assunto assista o programa Espírito de Mulher, da TV Mundo Maior:

 

http://tvmundomaior.com.br/videos/espirito-de-mulher-ciume-no-relacionamento/

 

Fonte: Luzes da Espiritualidade e Instituto Chico Xavier

 

Por Mariana Fridman

Produtora e Jornalista da Rádio Boa Nova

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