Prece do dia – Diante do Elogio

Forte é o homem que não perde sua serenidade, nem esquece sua paz quando se lhe falam falsidades e coisas indignas.

No tratamento da obsessão, frequentes vezes, entre os seareiros do bem, surgem debates em torno do livre arbítrio.

Se a faculdade de escolher é atributo da alma, como influir no ânimo dos desencarnados menos felizes?

Temos aqui, no entanto, o princípio de causa e efeito, importando reconhecer que se Jesus respeitou as resoluções de quantos lhe respiravam o ambiente, não arrebatou ninguém às conseqüências dos próprios atos.

Se caímos na criminalidade, somos espíritos doentes e qualquer doente guarda a sua independência, até o ponto em que ameaça a integridade dos outros ou agrava a condição de si mesmo.

Para atender a isso, a sociedade humana relaciona vários recursos de contenção, destacando-se entre eles a segregação hospitalar e a anestesia involuntária, que parecem atentados à consciência.

Entretanto, ninguém malsinará o médico que administre opiáceos ao enfermo desesperado, que lhe tente rasgar as próprias vísceras, ou que isole na câmara gradeada de um sanatório o louco suscetível de descer às últimas raias da inconsequência.

Diante da obsessão, não te mostres indiferente à sorte dos irmãos incursos nessa dificuldade.

A pretexto de resguardar o livre arbítrio, não deixes o companheiro desencarnado e o companheiro da experiência física sem o concurso do esclarecimento que lhes serve ao caminho como inevitável medicação.

Dinamiza o conhecimento quanto julgues preciso, em cada processo de reajuste, mas explica aos irmãos em prova a trilha mais fácil para a libertação deles mesmos.

Ainda assim, porque estejas a serviço da verdade, não te faças verdugo.

Aspereza é veneno sutil.

Irritação retorna qualquer serviço à estaca zero.

Ninguém realmente sabe ensinar se não sabe repetir a lição.

Socorre obsessor e obsidiado, incutindo-lhes a verdade dosada em amor; contudo, recorda que o veículo de semelhante remédio é paciência e paciência.

Prece do dia – Diante do Elogio

Diante do elogio, Senhor, não nos permitas delirar, perdendo a exata noção do que somos.

Que as palavras elogiosas que nos ecoam aos ouvidos se nos convertam em incentivo ao trabalho.

A quem cumpre o dever, deve bastar a paz de consciência.

Quando não estamos preparados para recebê-lo, o elogio é um hipnótico que nos paralisa as forças do espírito.

Mil vezes preferível a crítica que nos induz a esforços de auto-superação do que o elogio que nos faz supor que já podemos cruzar os braços…

Mestre, o elogio não passa de excessiva generosidade dos amigos que, com certeza, pretendem nos elevar a auto-estima; não nos deixes interpretá-lo de modo diferente.

Se de ninguém escutaste na Terra uma palavra de apoio e encorajamento na obra do Evangelho, por que haveríamos de contar com o aplauso e o reconhecimento do mundo em nosso insignificante labor?

leave a reply

WhatsApp chat