Prece do dia – “Senhor!… Sei que nos deste a todos”

Em seu benefício, ampare o companheiro inseguro; ele talvez não possua o necessário quando você detém o excesso.

O evangelho de Mateus capítulo 23, Versículo 3 diz: “Fazei e guardai, pois tudo quanto eles vos disserem, porém não os limiteis nas suas obras, porque dizem e não fazem.”

O companheiro Ignácio Ferreira diz:

Falando às multidões e aos seus discípulos, Jesus os adverte para incoerência dos escribas e fariseus, que, sentados na cadeira de Moisés, ensinavam o que não se preocupavam em vivenciar.

Os moralistas, de fato, são de todos os tempos; a atenção e erva daninha medram em todos os campos.

O Mestre, no entanto, a ele se refere sem meias palavras.

Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.

Infelizmente, no espiritismo, também nos deparamos com os que mais atentam para os que chamam de pureza doutrinária, do que para a aplicação da doutrina em suas vidas.

São os patrulheiros ideológicos da alheia conduta imaginando que isso lhes bastará para que se redimam a si mesmo.

Extremamente ágeis em apontar esse ou aquele pequeno deslize imperativo sobre determinada questão da natureza do original, mostram- se excessivamente tardos em colocar em prática as mais comezinhas noções de solidariedade humana. Vivem de dedo em riste, mas jamais de mão estendida. Criticam aquilo que julgam estar errado, mas não se dispõem a ombrear com quem esteja procurando acertar.

O seu intuito, na maioria das vezes, é o de se promover à custa do menor esforço.

São especialistas em demolir o que consideram o mal, mas não aprenderam a assentar um único tijolo na construção do bem, imaginando-se investidos na missão de defender a causa que abraçam, revelam-se irascíveis, e por suas reações patológicas, deixam entrever que noutras circunstâncias, não hesitariam de mandar para a fogueira os que lhes contrariam os pontos de vista.

Se, porém, não devemos desprezar de todo o que dizem, confronto a palavra do Senhor, em nenhuma de suas obras procuremos imitá-lo.

Prece do dia 

Senhor!… Sei que nos deste a todos

  Um encargo ou missão.

  Nada promoves sem objetivo,

  Nada fazes em vão.

  À estrela conferiste

  A bênção de aguentar-se e refulgir sem véu,

  Tal qual sucede ao Sol que nos conduz

  Pelas vias do Céu.

  Atribuíste à Terra

  A função de compor e recompor

  A forma em que o trabalho nos confere

  A ciência do amor.

  Colocaste no mar a investidura imensa

  De externar-te o poder

  E à fonte o privilégio de ensinar-nos

  A humildade por norma e o perdão por dever.

  Comissionaste as árvores amigas,

  Em que a lição do bem se exprime e se condensa,

  Para a tarefa de guardar-te a vida

  E auxiliar sem recompensa.

  Deste à flor o dom de perfumar

  E puseste na estrada o dom de conduzir,

  Deste música às aves, deste ao vento

  O doce ministério de servir.

  Tudo te filtra a glória soberana,

  Tudo te exalta a Lei, .

  Em razão disso, eu própria reconheço

  Que quase nada sou e quase nada sei.

  Mas se posso pedir-te alguma coisa,

  Converte-me, Senhor, a própria imperfeição

  Num canal pequenino que te mostre

  A força da bondade e a luz da compaixão.

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