Qual a origem dos sete pecados capitais?

Mulher segurando notas de dinheiro em cima de parte do seu rosto

Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o Cristianismo.

Mas eles só foram formalizados no século VI, quando o Papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: luxúria, gula, avareza, ira, soberba, inveja e preguiça. Mas a lista só se tornou “oficial” na Igreja Católica no século XII, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo São Tomás de Aquino.

O termo “capital” deriva do latim “caput”, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as “líderes” de todas as outras.

A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais – castidade, temperança, generosidade, paciência, humildade, caridade e diligência, mas os pecados acabaram ficando mais famosos.

Definindo cada uma e sua respectiva virtude

  • Luxúria: desequilíbrio do prazer que o luxo traz, normalmente ligado ao sexo = apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia. Virtude: Castidade = pureza, simplicidade, sabedoria. Abraçar a moral de si próprio e alcançar pureza de pensamento através de educação e melhorias.
  • Gula: desequilíbrio da alimentação = comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano. Virtude: Temperança = autocontrole, moderação, justiça. Constante demonstração de uma prática de abstenção.
  • Avareza: desequilíbrio do ter – ganância = apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas. Virtude: Generosidade = auto-sacrifício. Dar sem esperar receber, uma notabilidade de pensamentos.
  • Ira: desequilíbrio da emoção = raiva contra alguém, cólera, vontade de vingança. Virtude: Paciência = serenidade, calma, paz. Resistir ao que é quase insuportável com paciência e dignidade. Resolver pacificamente os conflitos e as injustiças, ao contrário de utilizar a violência.
  • Soberba: desequilíbrio da auto-estima para cima, desequilíbrio da humildade = manifestação de vaidade, orgulho e arrogância. Virtude: Humildade = Modéstia, respeito, auto-examinação, coragem necessária para realizar tarefas que são difíceis e aceitar os sacrifícios envolvidos.
  • Inveja: depressão, desequilíbrio da auto-estima para baixo = desejo exagerado por posses,status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. Virtude: Caridade (Amor ao próximo).
  • Preguiça: desequilíbrio do descanso = negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes. Virtude: Diligência = persistência, ética, decisão e objetividade. Ações e trabalhos integrados com força, disciplina e motivação.

Certamente você já deve ter ouvido pessoas dizerem frases mais ou menos assim:

  • “Não se preocupe, quando a espiritualidade quiser, esse problema dos vícios será resolvido”.
  • “Fique tranquilo, Jesus está no comando”.
  • “Quando a espiritualidade achar que seja o momento, ela agirá”.

Será que é assim mesmo que a Doutrina Espírita entende a realidade da vida e a nossa razão de existir, enquanto encarnados? Será que a espiritualidade acha que não é o momento de acabar com os inúmeros males que há na Terra?

Milênios, antes de Jesus, já existiam males na Terra e já se acreditava que não seria o tempo dos problemas serem resolvidos?

Veio Jesus, trazendo ensinamentos importantes contidos no Evangelho nos mostrando o caminho para o bem viver e o bem conviver. A espiritualidade achou que ainda não seria o momento?

Depois veio Kardec, com a equipe do Espírito da Verdade clareando os ensinamentos que Jesus nos deixou e a espiritualidade continuou achando que não seria o momento?

Mais de 150 anos se passaram do surgimento do Espiritismo e a espiritualidade acha que ainda não é o momento?

Afinal, devemos nos perguntar: Quando é que a espiritualidade vai achar que é o momento da extinção dos males na Terra?

A Doutrina Espírita nos esclarece que não há milagres, não há privilégios, não há interferência de Deus e dos amigos espirituais na vida de quem não faz o mínimo esforço em crescer e evoluir, já que adverte que não adianta não fazer o mal, mas que é necessário fazer o bem para que consigamos evoluir e chegar ao nosso destino que nos tornarmos Espíritos Puros.

Lembremo-nos do ensinamento de Jesus, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo que diz: “Ajuda-te e o Céu te Ajudará” e façamos cada um a sua parte para que a Terra possa realmente se transformar em um Planeta de Regeneração em que os maiores beneficiados seremos nós, já numa condição de Espíritos melhorados!

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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