Será que realmente entendemos o luto?

A maioria das pessoas já passaram, infelizmente, pelo luto, pela perda de um ente próximo e querido. É um momento complicado e necessário de que haja compreensão daqueles que estão encarnados. O luto não deve ser encarado como um transtorno e sim como algo que deve ser acolhido e entendido, as vezes com a ajuda de um profissional da área, como um psicólogo.

É uma fase de reclusão muitas vezes não entendida ou respeitada. É muito comum as pessoas tratarem o luto de alguém como algo a ser resolvido, e que seu término chegue o mais rápido possível. A fala de compreensão sobre a dor do outro chegar a ser até mesmo uma intolerância, gerando algo prejudicial para aquele que além de estar de luto tem que lidar com pessoas que não compreendem seu momento.

No luto, como diz Freud, “é o mundo que se torna pobre e vazio; na depressão é o próprio eu”.  É normal se perder na dor do luto antes de se encontrar novamente pelo amor.

O luto não está ligado necessariamente apenas a morte, pode ocorrer após um divórcio, na perda de emprego, na aposentadoria, mudar de cidade ou país, dentre outros. Há inúmeros fatores que podem levar um ser humano há uma tristeza profunda.

Diante do luto, alguns se perguntam incrédulos: “_ por que isso aconteceu?”. Outros procuram manter a pessoa amada, passando a ver e ouviu a sua voz, uma forma de negação. Alguns desenvolvem sentimentos de culpa: “_ por que eu não evitei isso?”. Inicia-se um processo de sofrimento e desorganização que pode levar a depressão.

O vazio da morte de alguém pode passar a impressão de que não há vida após vida, após o corpo físico desta encarnação.

Kardec pergunta aos Benfeitores Espirituais: “_ Em que se torna a alma no instante da morte?”. Respondem-lhe os Espíritos: “_ Volta a ser Espírito, quer dizer, retorna ao mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente” (L. E. questão 149). A morte não interrompe o ciclo da afetividade daqueles que verdadeiramente se amam, eles voltam para nos mostrar isso.

 À medida que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui. O apego as coisas materiais também é uma das causas do medo da morte, lastima-se por elas a perda de desfrutar o que há na materia deste planeta, como se não houvesse maiores gozos de uma vida futura. As cerimônias fúnebres, como velório ou cremação,  também contribuem para essa visão de que nada mais existe após a morte, provocando mais terror do que trazendo esperança. Esquecem que antes de tudo todos são espíritos antes de corpos.

Allan Kardec pergunta aos Benfeitores, Livro dos Espíritos, questão 961: “_ No momento da morte, qual é o sentimento que domina a maioria dos homens: a dúvida, o medo ou a esperança?”.  No que eles respondem: “_ A dúvida para os céticos endurecidos, o medo para os culpados e a esperança para os homens de bem” (L. E., 962).

O intuito não é julgar o luto de alguém, pois é de direito de todos viverem suas dores, felicidades… Porém quanto mais esclarecimentos os indivíduos têm mais fácil se torna diversas situações. Para  aqueles que voltaram ao plano espiritual é sempre interessante de grande ajuda, uma prece, boas vibrações e respeito a sua memória

Fonte: Catraca Livre | Distico Espírita

 

Por Mariana Fridman

Jornalista e Produtora da Rádio

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