Sobreviventes: como lidar com o luto por suicídio?

Os sobreviventes, sobrevivente suicída ou sobreviventes por suicídio são termos utilizados para nomear aqueles que estão sofrendo e vivenciando o luto de alguém próximo que tenha se suicídado. São eles: as mães, os pais, os irmãos, cônjuges, filhos e todos aqueles parentes e amigos que perderam algum ente querido por suicídio.

A vivência do luto por suicídio pode ser muitas vezes diferente que os demais processos de luto. Acontece que muitas vezes essa perda é um choque difícil de assimilar e ocorre nesse processo uma oscilação de sentimentos como culpa, revolta e indignação. Além disso, pode também acontecer o julgamento ou afastamento de pessoas que não sabem lidar com a situação.

Separamos abaixo seis orientações que podem auxiliar os sobreviventes a lidar com o seu luto:

Viva o luto

O Luto é um processo de reações desencadeadas por uma perda, principalmente a morte de um ente querido. Pode demorar meses para compreender a situação e lidar com os sentimentos. No início pode ser difícil voltar a realizar atividades do cotidiano. Viva dia após dia, dê pequenos passos e reconheça pequenas vitórias. Recomece a cada dia. E lembre-se, procure profissionais da área da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.

Deixe a culpa e a raiva de lado

Muitas vezes o processo de luto pelo suicídio pode desencadiar dois sentimentos em relação a situação, a culpa e a raiva.  A culpa pode acontecer quando a pessoa se martiriza por não ter podido ajudar e não ter percebido sinais. Deixe essa culpa ir embora, e também evite buscar culpados. O suicídio é um evento complexo e não pode ser explicado por uma única causa. Por mais que haja dúvidas, alimentar o sentimento de culpa não contribui na vivência do luto.

Muitas vezes após uma perda por suicídio, é comum que se desenvolva um sentimento de raiva da pessoa. É importante assumir esse sentimento e através do tempo e de apoio, será possível compreender os sentimentos e alimentar coisas boas. Escrever sobre seus sentimentos, falar o que você gostaria de dizer pode ajudar. Manter as boas lembranças, aprendizados e experiências podem ajudar na “reconciliação”.

Cuide de sua saúde 

É preciso cuidar de sua saúde. Alimente-se, hidrate-se e realize exercícios físicos. Será difícil no início realizar coisas simples como comer, mas será muito importante manter uma rotina saudável. Evite álcool, tabaco e comidas em excesso como forma de aliviar a dor. Tente repousar e repor suas energias. Busca ajuda médica. Cuide-se!

Cuide dos seus pensamentos 

Muitas vezes o peso das dúvidas e de sentimentos e até mesmo as lembranças ruins de toda a situação são penosas e martelam os pensamentos. Pode ocorrer muitas vezes falta de atenção.

Escreva seus sentimentos ou converse sobre eles, é bom colocar para fora. Faça lista com suas tarefas diárias, pois é comum no início esquecer algumas coisas, então anote compromissos, pagamentos de contas. Cuide de suas emoções e sua saúde mental. É importante cuidar dos pensamentos. E lembre-se, a terapia com profissionais da psicologia e o contato com familiares e amigos pode ajudar.

Permita e peça ajuda

É comum que no início seja difícil lidar com as tarefas cotidianas e os sentimentos de tudo que se passou. As pessoas à sua volta vão tentar ajudar, mas é comum que não saibam como. Peça ajuda se necessário e direcione como será possível ajudar. E conte sempre com a ajuda médica. Não sinta vergonha ou medo. Permita e peça ajuda!

Falar é a melhor solução 

Será importante falar e lembrar da pessoa da forma mais natural que for possível. Você não esquecerá o que ocorreu, mas é importante guardar boas lembranças. Converse sempre que sentir a necessidade e fale sobre a situação, fale o que sentir. Evite se isolar, procure amigos e pessoas que possam te ouvir, lhe fazer companhia. Falar com pessoas que vivenciaram o luto e a perda pelo suicídio pode ajudar também. Você nunca estará sozinho. Falar é a melhor solução sempre.

Dica extra

O CVV – Centro de Valorização da Vida também proporciona apoio emocional. Ligue para 188 ou acesse cvv.org.br.

Fontes: Jornal USP | R7

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior e apresentador do Podcast Direito de Ser da Rádio Boa Nova.

 

 

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