Sonhos e Colônias Espirituais

O sono é um estado transitório e reversível, que se alterna com a vigília (estado desperto).

Mulher dormindo no sofá

São identificados no sono dois estados distintos: o sono mais lento, ou sono não REM, que acontece na primeira parte da noite e o sono com atividade cerebral mais rápida, ou sono REM (do inglês, movimentos rápidos dos olhos), e é neste estágio que ocorre o sonho.

O sonho desempenha uma série de funções. Uma é descarregar o excesso de informações, de resíduos que deixaram de ser interessantes, uma limpeza cerebral. Outra vem sendo estudada desde 1988 e indica que o sonho é importante para fazer a reverberação, ou seja, a reativação de determinados circuitos. Parece que ele tem a função de proporcionar um aprendizado indispensável para a perpetuação da espécie, pois facilita a transferência de elementos apreendidos durante a vigília de uma memória de curto prazo para outra de prazo mais longo. É como passar repetidas vezes uma fita de vídeo para que a pessoa assimile o que nela está contido.

Do ponto de vista fisiológico, seria simples analisarmos o sono e o sonho, mas quando estudamos do ponto de vista espiritual, sabemos que o momento do sono é o momento da emancipação da alma, como encontramos no Livro dos Espíritos de Allan Kardec: o sono liberta parcialmente a alma do corpo; o espírito jamais está inativo, têm a lembrança do passado e, às vezes, a previsão do futuro; adquire maior liberdade de ação delimitada pelo grau de exteriorização; podemos entrar em contato com outros espíritos encarnados ou desencarnados; enquanto dormem, algumas pessoas procuram espíritos que lhes são superiores (estudam, trabalham, recebem orientações, pedem conselhos); outras pessoas procuram os espíritos inferiores com os quais irão aos lugares com que se afinizam.

Neste momento de emancipação podemos ir para colônias espirituais para estudarmos, trabalharmos e buscarmos informações para a continuidade da nossa vida de encarnados.

André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade, nos diz que, quanto mais inferiorizado, mais dificuldade terá o homem em se emancipar espiritualmente. Então para termos um encontro agradável, termos a oportunidade de aproveitarmos a nossa “semi-liberdade” do corpo material, para trabalharmos com espíritos superiores, precisamos nos preparar durante o dia, pois o sonho é o retrato moral e espiritual do nosso dia. Nisto podemos encontrar a diferença entre pesadelos ou sonhos suaves.

Bons pensamentos, busca de mudança de comportamento, alimentação suave antes de dormir, leitura edificante e prece podem ser alguns dos fatores para termos bons sonhos.

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

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