Viroses que atingem as crianças no Verão

viroses-dentroNo dia 21 de dezembro se inicia a estação mais quente do ano, o verão. E vale um alerta para se evitar um problema de saúde muito comum nas crianças nesse período que antecede o aumento das temperaturas: as viroses. Elas podem aparecer em forma de um resfriado comum, diarreia, vômitos, entre outros problemas causados por vírus e bactérias.
De acordo com a Dra. Natasha Slhessarenko, Pediatra do laboratório Lavoisier Medicina Diagnóstica as viroses se manifestam de diferentes formas, pode ser virose relacionada ao aparelho respiratório e se apresenta como um resfriado comum, como uma sinusite, uma amidalite, uma otite, uma gripe. Pode se apresentar como uma afecção de vias aéreas inferiores, até uma traqueobronquite, uma pneumonia.

“Nestes casos relacionados à via respiratória, ela se apresenta com um quadro de congestão nasal, coriza, espirro, tosse, dependendo de um ou outro quadro, qual for, se é uma otite dói o ouvido, se uma amidalite dói a garganta, se é uma sinusite dói a cabeça, se é uma traqueobronquite tem muita tosse, na escuta do pulmão vai ter bastante alteração. Mas as viroses também podem se apresentar para o lado do sistema digestivo, com diarreia, com vômitos, com dor na barriga, distenção abdominal, e fica com aquela barriga distendida.

Depois do advento da vacina da gripe e da vacina do rotavírus para a diarreia, as viroses relacionadas ao rotavírus e as viroses relacionadas às vias respiratórias já diminuíram bastante.  Mas ainda temos uma série de viroses que ainda podem acometer como a dengue, zika, Chikungunya, as varicelas, sarampos, rubéola, algumas tem vacinas para combater, outras não. Quando falamos viroses, significa doenças transmitidas por vírus. E existem milhares de vírus que podem dar diferentes manifestações clínicas”.

Como prevenir-se das viroses

A Dra. Natacha ressalta que a virose se transmite, a maioria delas, pelo ar. Mas muitas também são de transmissão fecal oral, como as hepatites A, por exemplo, então o fato de lavar as mãos, manter uma boa higienização, lavar as mãos com frequência, não ficar limpando o nariz de um com outro, de uma outra criança, de uma para outra. Então em creche, porque é muito comum crianças de creche ter virose? Porque eles ficam confinadinhos numa sala com ar-condicionado, um fica metendo a mãozinha no rostinho do outro. Pega a secreção do nariz de um, põe na boca do outro e isso faz com que o vírus se dissemine.

“Então além das vacinas, que é muito importante que as mães, os responsáveis mantenham as vacinas todas em dia, é importante também nos cuidados de higiene pessoal: lavar as mãos depois de ir ao banheiro, sempre lavar as mãos entre manipular uma criança e outra. Sempre que a criança tiver resfriada, alguém resfriada botar a mão para espirrar ou para tossir, não tossir sem botar a mão, são algumas medidas que a gente orienta também”.

Quanto tempo pode durar uma virose

Depende do vírus. Por exemplo, um rinovírus, que é o vírus mais comum do resfriado comum, em torno de 5 a 7 dias, numa evolução normal é no máximo 5 a 7 dias, mas ele pode complicar, aí se complica aí pode levar uma semana, uma semana e meia, dez dias, quinze dias, ou às vezes até mais, salienta a Dra. Natasha.

A dr. Natasha chama a atenção de como distinguir se o que a criança tem é realmente uma virose ou uma outra doença mais grave:

“O que é preciso primeiramente observar é a clínica da criança. O que a criança tem? Qual a manifestação clínica que ela está apresentando, junto com o exame físico, a gente examinar a criança e extrair do exame da criança os dados importantes para se fazer um diagnóstico e por último lançar mão de exames de laboratório que vão confirmar a presença de algum vírus ou não. Por exemplo, vírus da Hepatite A, a criança praticamente não apresenta nada, nem parece que está com nada, ou às vezes pode ter uma dor de barriga, náuseas, vômito, isso pode ser um quadro de Hepatite , não ter classicamente aquele olho amarelo, só uma dor na barriga, numa criança que acabou de chegar da praia, pode sugerir hepatite, aí só o exame de laboratório que pode confirmar a presença dessa virose, no caso de uma hepatite A”.

Segundo a Dra. Natasha no caso da rubéola ou caxumba, ela afirma que só a clínica é muito sugestiva, então a rubéola, a manchinha no corpo, que começa no rosto e que rapidamente se espalha, dá um pouquinho de dor nas juntas, não tomou a vacina de rubéola, teve contato com alguém com rubéola, e faz o exame de laboratório, e confirma que é uma rubéola. “A caxumba, então aumenta parótidas, que é aquela glândula produtora de saliva, que é embaixo da mandíbula, tem febre, e vai verificar, a criança não tomou a vacina da caxumba, que é a Tríplice-Viral, que é dada com 12 e 15 meses, -são duas vacinas, a tríplice e a Tetra-Viral, aí você pega os exames de laboratório e confirma, a suspeita é clínica, mas a confirmação é laboratorial”, explicou a Dra. Natasha.

Confira a matéria na íntegra com a Dra. Natasha Slhessarenko, Pediatra do laboratório Lavoisier Medicina Diagnóstica.

 

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