Qual a visão espírita da morte encefálica?

Qual a visão espírita da morte encefálica?

Na última semana desencarnou Gugu Liberato, um dos maiores nomes da televisão brasileira, aos 60 anos. 

O apresentador que estava em Orlando, nos Estados Unidos, desencarnou após sofrer uma queda em casa e bater a cabeça. E ainda, a morte encefálica foi confirmada por um neurocirurgião brasileira chamado pela família do apresentador. 

Qual a visão espírita da morte encefálica? O que acontece com o espírito quando os aparelhos são desligados?

Antes de mais nada, é preciso entender o que é morte encefálica. De acordo com Aldeniz Leite, em entrevista a Rádio Boa Nova, a morte encefálica diz respeito a perda de funções corticais. 

A pessoa perde as funções motoras, a lucidez, a consciência, ficando apenas as funções denominadas vegetativas. Funções essas que controlam os batimentos cardíacos e o padrão respiratório e que nem sempre podem ser mantidos espontaneamente, por isso, é necessário a inclusão de aparelhos, para que assim, se mantenha a respiração e a manutenção da vida básica, da vida vegetativa.

Para completar, em nossa atual estágio de conhecimento, a morte encefálica diz respeito a uma impossibilidade de expressão via corpo físico. Porém, não representa o momento da desencarnação, nem a garantia que o espírito tenha partido.

Já em relação a visão espírita da morte encefálica, Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, nos ensina que:

A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica?

Resposta: Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma. (questão 156)

O que acontece com o espírito?

Ainda na entrevista, Aldeniz Leite, disse que é preciso analisar algumas variáveis, são elas:

A primeira diz respeito a lesão. De acordo com o comunicador, quando está é súbita, imediata,  a pessoa vai se habituando, tomando conhecimento até entrar em coma.

Quando ocorre este tipo de lesão, o nível de perturbação espiritual é maior porque o espírito não tomou conhecimento da sua situação, e muitas vezes, sequer imaginou o que está acontecendo, por isso, ele acredita que está em contato direto com as pessoas da sua relação habitual.

A segunda variável diz respeito ao adormecimento. 

Espírito pode permanecer, por exemplo, em adormecimento, ou seja, nesse nível espiritual, o espírito não permanece desperto em função do trauma, das lesões que repercutem no perispírito. Ele pode unido ao corpo, permanecer em sono profundo.

Já a terceira diz respeito a forma de vida que o espírito levou. De acordo com Aldeniz, muitas vezes os espíritos pendentes a culpa, a comportamentos irregulares sofrem mais, do que aqueles que levaram uma vida mais sensata. 

Neste momento os liames que ligam o perispírito ao corpo estão muito frágeis, por isso, o nível de perturbação para aqueles que não levaram uma vida regrada, cheia de vícios e comportamentos irregulares são maiores.

Para finalizar a entrevista relacionada a visão espírita da morte encefálica, perguntamos:

Na morte encefálica, temos ajuda dos benfeitores espirituais?

De acordo com Aldeniz Leite, sim! 

Muitas vezes eles estão distante do corpo, em tratamento, enquanto o corpo, que está ali pode, por exemplo, passar pela doação de órgãos.

E completou:

Portanto,a morte encefálica nada mais é do que uma experiência espiritual em que gradativamente os liames são desligados e os benfeitores espirituais recolhem aquela entidade para o seu prosseguimento na vida após o túmulo.

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