Visão espírita do divórcio

Todos os casais que se casam esperam viver “felizes para sempre”, mas a vida nem sempre funciona assim e as estatísticas do divórcio no Brasil permanecem altas. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em novembro passado, o Brasil registrou 344.526 divórcios, uma alta de 4,7% em comparação a 2015, quando foram registrados 328.960 separações.

Passar por uma separação não é algo fácil. Muitas pessoas procuram respostas de como fazer o divórcio de forma que não prejudique a sua própria encarnação.

André Marouço esclarece, de acordo com “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que somos livres para escolher ficar ou não com o nosso companheiro de jornada.

Segundo Marouço, a doutrina dos espíritos, por se focar na ciência, filosofia e religião, outorga a cada pessoa a decisão do que fazer com os destinos do matrimônio. A Rádio Boa Nova (RBN) separou algumas dicas com conselhos do espiritismo que você pode fazer para superar esse difícil ajuste.

Cisão de contrato mundano

O capítulo 22 do “O Evangelho Segundo o Espiritismo” trata da a indissolubilidade do casamento, ou, o divórcio. Quando ele acontece, trata-se de uma cisão de contrato apoiada em bases mundanas e não divinas. Muitos casamentos podem levar pessoas a depressão ou brigas que podem acabar até em violência física. Portanto, nesses casos, é mais importante cessar o contrato mundano a correr o risco de que vidas se percam.

O mal e o remédio

Espírito Santo Agostinho revela no capítulo  Bem Aventurados os Aflitos, ainda no Evangelho, que estamos encarnados num mundo de provas e expiações, num planeta atrasado, e é previsível nos depararmos com pessoas cujo o mal é maior que o bem.

“Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias, um paraíso de delícias? A voz do profeta não soa ainda aos vossos ouvidos? Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem neste vale de dores?”.

Após ler essas sábias palavras, o divórcio não soará estranho aos vossos ouvidos, pois o matrimônio perfeito não existe. O que existe são pessoas que, mesmo com as adversidades, chegam a um comum acordo. O respeito sempre deve permanecer nesta união.

Divórcio é ruim para os filhos?

Como a doutrina espírita se apoia na ciência, filosofia e religião, olhemos um estudo científico que comprova que as crianças vindas de um casal divorciado enfrentarão desafios na idade adulta tanto quanto os filhos que não têm pais separados. A maioria dos filhos de divórcio se tornam adultos bem ajustados.

Por exemplo, num livro de 2002, “Ajustamento da criança à separação ou divórcio dos pais”, E. Mavis Hetherington e seu co-autor, o jornalista John Kelly, publicaram uma pesquisa de 25 anos no qual Hetherington seguiu crianças de divórcio e filhos de pais que permaneceram juntos.

A jornalista registrou que 25% dos adultos cujos pais se divorciaram experimentaram sérios problemas sociais, emocionais ou psicológicos, em comparação aos 10% das pessoas cujos os pais permaneceram juntos. Essas descobertas sugerem que apenas 15% das crianças adultas, vindas de um divórcio, experimentam desafios além das famílias estáveis.

 

Ninguém soube dizer se esta diferença é causada pelo próprio divórcio ou por variáveis, como paternidade mais humilde, que muitas vezes acompanham a dissolução do casamento.

Melhor assim

Não se culpe pela dissolução do matrimônio. No Evangelho encontramos a seguinte afirmação: Deus quis que os seres se unissem, não somente pelos laços carnais, mas também pelos da alma, a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir”, diz o Evangelho.

Postado por Leticia Lopes.

Fontes: Agência Brasil, Scientific American, O Evangelho Segundo o Espiritismo e André Marouço.

 

 

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